Cirurgia Robótica
A cirurgia robótica é um tipo de cirurgia minimamente invasiva em que são usados dispositivos robotizados, controlados pelo cirurgião.
A cirurgia robótica, ou cirurgia assistida por robot, é uma técnica de cirurgia miminamente invasiva que usa um robot de cirurgia. Os robots de cirurgia são equipamentos desenvolvidos e programados para facilitar as manobras cirúrgicas, mas não são autónomos.
O controlo das ações do robot de cirurgia depende totalmente do cirurgião que opera
Os braços do robot de cirurgia, que estão ligados aos instrumentos e assim acedem ao local a operar, replicam os movimentos executados pelo cirurgião numa consola, onde este tem à sua disposição uma imagem do campo operatório de alta definição, ampliada e a três dimensões, e está sentado e trabalha numa posição ergonomicamende ideal.
O ajudante do cirurgião, o assistente cirurgião e enfermeiro instrumentista e a restante equipa cirúrgica ficam junto do doente, seguindo as orientações do cirurgião e tendo acesso à mesma imagem que este vê em monitores presentes na sala.
Cirurgia minimamente invasiva e cirurgia robótica
A cirurgia minimamente invasiva, que usa pequenos orifícios através dos quais são introduzidos os instrumentos cirúrgicos, em vez das incisões grandes da cirurgia aberta ou convencional, começou a ser utilizada a partir do início dos anos 80 do século XX e rapidamente se expandiu.
Apesar de necessitar de uma aprendizagem específica, as inúmeras vantagens que a cirurgia minimamente invasiva tem para os doentes fez com que tornasse rapidamente uma abordagem insubstituível em todos as áreas cirúrgicas e procedimentos em que podia ser usada.
No entanto, a cirurgia minimamente invasiva tradicional, tem também algumas desvantagens quando comparada com a cirurgia aberta, muitas que foram ultrapassadas com a cirurgia robótica.
Na cirurgia aberta, o acesso direto visual e táctil à área a operar facilita a execução dos procedimentos.
Na cirurgia minimamente invasiva tradicional, o cirurgião manipula os instrumentos no exterior do corpo, o que tem impacto na amplitude dos movimentos que estes têm no local a operar e torna alguns movimentos impossíveis.
Na cirurgia robótica, os instrumentos estão acoplados aos braços articulados do robot e respondem, numa escala apropriada e em tempo real, aos movimentos das mãos do cirurgião na consola, sem as limitações da manipulação direta dos instrumentos.
O desenvolvimento da cirurgia robótica, a partir também dos anos 2000, pretendeu ultrapassar as principais limitações da cirurgia minimamente invasiva:
A visualização a 2 dimensões;
A menor mobilidade e articulação incompleta dos instrumentos cirúrgicos;
Os problemas de ergonomia com impacto no cansaço do cirurgião;
Menor precisão e transmissão de tremor das mãos para os instrumentos.
Além disso, a cirurgia robótica permite também realizar procedimentos que antes não eram possíveis com cirurgia minimamente invasiva tradicional.
Vantagens da cirurgia robótica
A cirurgia robótica tem todas as vantagens da cirurgia minimamente invasiva tradicional:
Menos dor pós-operatória;
Cicatrizes mais pequenas;
Menos perdas de sangue;
Menor morbilidade;
Menos tempo de internamento;
Recuperação mais rápida;
Retorno mais rápico à vida ativa e atividade profissional.
Mas acrescenta ainda as seguintes:
Melhor visualização da área a operar, pela qualidade, ampliação da imagem, imagem a três dimensões e possibilidade variar rapidamente o grau de ampliação da imagem;
Maior mobilidade dos instrumentos e possibilidade de articulação intracorporal;
Minimização do tremor e aumento da precisão dos movimentos do cirurgião;
Maior comodidade para o cirurgião, minimizando a sua fadiga, o que é particularmente importante em intervenções demoradas.
Menos tempo de internamento;
Recuperação mais rápida;
Retorno mais rápico à vida ativa e atividade profissional.
Além das suas vantagens gerais, a cirurgia robótica tem vantagens específicas em muitos procedimentos, incluindo os da área da urologia.
Desde o seu desenvolvimento, a expansão dos robots cirúrgicos tem sido substancial. Há robots de cirurgia de diversas marcas, o da Vinci, da Intuitive Surgical é um dos principais. Em 2008 existiam em todo o mundo 650 robots da Vinci e em 2017 eram mais de 4200.
Os principais obstáculos a uma utilização mais vasta da cirurgia robótica são o volume do equipamento, o custo do equipamento e dos consumíveis específicos, o maior tempo operatório, e a necessidade de treino específico, tanto para médicos como para enfermeiros.
Embora seja aplicada em várias áreas, é na urologia que a cirurgia robótica deu muitos dos seus primeiros passos, principalmente a partir de 2000, e tem conhecido uma maior divulgação, tanto na cirurgia da próstata, mas também dos rins e da bexiga.
